Seu portal de conteúdo médico
Cirurgia Geral e Vascular

Cirurgia oncológica: ressecção de tumor e metástases, cirurgia paliativa e reconstrutiva

A cirurgia é o tratamento mais antigo e eficaz contra o câncer. Pode ser feita isoladamente ou em combinação com outras modalidades O taman

claurepires3 min de leitura
Cirurgia oncológica: ressecção de tumor e metástases, cirurgia paliativa e reconstrutiva

A cirurgia é o tratamento mais antigo e eficaz contra o câncer. Pode ser feita isoladamente ou em combinação com outras modalidades O tamanho, tipo e localização do câncer podem determinar a operabilidade e o desfecho. A presença de metástases normalmente impede a cirurgia.
Os fatores que aumentam o risco operatório em pacientes com câncer incluem

  • Idade

  • Condições comórbidas

  • Debilitação resultante de câncer

Pacientes com câncer podem ter má nutrição resultante da anorexia e influências catabólicas do câncer. Esses fatores podem inibir ou desacelerar a recuperação da cirurgia. Os pacientes podem ser neutropênicos ou trombocitopênicos ou podem ter distúrbios de coagulação; essas condições aumentam o risco de sepsia e hemorragia. Portanto, a avaliação pré-operatória é imprescindível.

Ressecção de tumor primário

No caso de tumor primário em que a metástase não tenha ocorrido, a cirurgia pode ser curativa. É importante estabelecer uma margem de tecido normal ao redor do câncer primário para ser bem-sucedido. O exame intraoperatório das seções do tecido por um patologista pode ser necessário. Realiza-se ressecção imediata de tecido adicional se as margens mostrarem câncer.

A ressecção cirúrgica pode incluir remoção dos linfonodos locais ou regionais e/ou ressecção do órgão ou tecido adjacente envolvido.

Pode-se administrar radioterapia ou quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia para reduzir o tamanho do câncer, limitar a extensão da cirurgia e melhorar as taxas de sucesso. Pode-se administrar quimioterapia ou radioterapia adjuvante após a cirurgia para diminuir o risco de recorrência.

Ressecção de metástases

Linfonodos locais e regionais são às vezes removidos cirurgicamente para avaliar a extensão da disseminação do câncer e reduzir a probabilidade de recorrência da doença. Metástases em quantidade limitada, em especial nos pulmões, no fígado ou no encéfalo, às vezes podem ser ressecadas ou tratadas com radioterapia.

Redução do volume do tumor (citorredução)

Às vezes, realiza-se a citorredução (ressecção cirúrgica para reduzir o tamanho do câncer) quando a remoção de todo o câncer é impossível. A redução do volume do tumor pode aumentar a sensibilidade do câncer remanescente a outras modalidades de tratamento por mecanismos que não estão inteiramente claros.

Cirurgia paliativa

Cirurgia para aliviar os sintomas e preservar a qualidade de vida é razoável quando a cura é improvável ou quando uma tentativa de cirurgia extensa é impossível. Pode-se indicar ressecção para controlar a dor, reduzir o risco de hemorragia ou aliviar a obstrução de um órgão vital.

Cirurgia reconstrutiva

Cirurgia reconstrutiva pode melhorar o bem-estar ou a qualidade de vida da paciente após a cirurgia (p. ex., reconstrução da mama após mastectomia).

Por
Robert Peter Gale , MD, PhD, DSC(hc), Imperial College London
Avaliado clinicamente ago 2022

Informação em saúde não substitui avaliação individual por um profissional.

Atualizado em 18/05/2023.

Você também pode gostar

Hematologia

Besremi (ropeginterferon alfa-2b): FDA aprova novo tratamento para trombocitemia essencial após quase 30 anos

Em 31 de agosto de 2026, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou ropeginterferon alfa-2b-njft (Besremi) para o tratamento de adultos com trombocitemia essencial (TE). A aprovação é notável por dois motivos: representa o primeiro tratamento aprovado especificamente para essa neoplasia mieloproliferativa em quase três décadas, e amplia o uso de um medicamento que já havia recebido aprovação do FDA para policitemia vera em 2021. A trombocitemia essencial é uma neoplasia...

4 min de leitura
Ler conteúdo
Infectologia

Dengue no Brasil em 2026: emergência epidemiológica, vacinação com Qdenga e o que os profissionais de saúde precisam saber

O Brasil declarou emergência em saúde pública de importância nacional por dengue em janeiro de 2026, após uma explosão de casos sem precedentes que já acumulava mais de 3,1 milhões de casos confirmados e prováveis nas primeiras 25 semanas epidemiológicas. A crise reflete a combinação de fatores históricos — alta infestação por Aedes aegypti, circulação simultânea de múltiplos sorotipos e baixa imunidade de rebanho — com condições climáticas favoráveis. Para os profissionais de saúde,...

5 min de leitura
Ler conteúdo

Instituições Parceiras Atendidas

Seja um parceiro
Suprema Juiz de ForaSuprema Três RiosHumanitasFADIP — Faculdade DinâmicaFaculdade de Gestão da Saúde

Desenvolvido por

Revisamed InteligenteMedProvasMedflixMedicinAtualPneumoAtual
Fale conosco

O que você quer encontrar?

Digite para ver os conteúdos encontrados. Use as setas do teclado para navegar.