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Cirurgia Geral e Vascular

Equipe do Hospital Monte Sinai realiza procedimento inédito para tratar trombose venosa profunda

Equipe do Hospital Monte Sinai realiza procedimento inédito para tratar trombose venosa profunda

claurepires2 min de leitura
Equipe do Hospital Monte Sinai realiza procedimento inédito para tratar trombose venosa profunda

Um procedimento, o terceiro realizado no país, salvou a perna e a vida de um paciente com múltiplas comorbidades e diagnosticado com uma complicação rara de trombose venosa profunda (TVP). E ele não poderia se beneficiar de drogas como anticoagulante, em função de ter doença renal crônica (DRC) e plaquetas baixas. Há pouco tempo, a única conduta possível para ele poderia ser uma amputação, com risco alto de óbito.

Conduzida pela equipe de Radiologia intervencionista do Monte Sinai, a técnica é chamada trombectomia mecânica, realizada em sala de hemodinâmica por abordagem endovascular minimamente invasiva, uma vez que não há cortes, apenas punção de uma veia da perna. O uso do dispositivo chamado ClotTriever permitiu tratar a TVP, sem medicamentos usados em outros casos para dissolver o trombo.

O paciente, de 83 anos, estava internado há dois dias em função de um quadro grave, diagnosticado como Flegmasia Cerúlea Dolens (FCD) que é uma complicação rara da TVP. A doença causa inchaço, dor e cianose, que poderia evoluir para amputação extensa da perna em função do trombo num dos principais vasos de uma das pernas. Além de diabético, hipertenso e com histórico de DRC, ele tem câncer de próstata e, portanto, um procedimento minimamente invasivo era a melhor chance de tratar o caso com o sucesso obtido.

O tipo de cateter usado neste procedimento acabou de chegar ao Brasil e a técnica utilizada posiciona um fio guia no local da lesão e com ajuda do dispositivo retira o coágulo, liberando o vaso, evitando que o trombo se desloque e provoque uma embolia pulmonar, por exemplo. No local, foi implantado um stent, permitindo o fluxo normal de sangue.

O procedimento foi realizado pela primeira vez em Minas, conduzido pelos médicos Rafael Gomide Alcântara, Magnum Matos, Thiago Abdala e Thaiza Filgueiras. Mesmo sendo tão novo e ainda raro no país, para o tratamento da doença foi liberado pelo plano de saúde do paciente. O relato de caso já está sendo utilizado em evento local e será descrito em artigo científico, visando ampliar a literatura médica para casos semelhantes.

(Por Assessoria Hospital Monte Sinai)

Referências e fontes

Informação em saúde não substitui avaliação individual por um profissional.

Atualizado em 26/06/2023.

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