As covinhas são vistas por muita gente como um detalhe charmoso do rosto, especialmente quando aparecem ao sorrir. Algumas pessoas nascem com elas de forma bem marcada, outras têm covinhas mais discretas, e muitas não apresentam nenhuma. Mas afinal, por que isso acontece?
A explicação está principalmente na anatomia da face. As covinhas costumam surgir por uma variação na forma como certos músculos faciais e a pele se organizam. Em vez de serem exatamente um “buraquinho”, elas são o resultado de uma pequena tração da pele quando a musculatura se movimenta, especialmente durante o sorriso.
Embora sejam frequentemente tratadas como um traço puramente estético, as covinhas são, na verdade, uma característica anatômica natural. Neste artigo, você vai entender o que causa as covinhas, por que algumas pessoas têm e outras não, se elas são hereditárias e por que às vezes mudam ao longo da vida.
O que são as covinhas
As covinhas são pequenas depressões na pele que aparecem, na maioria das vezes, nas bochechas quando a pessoa sorri. Em alguns casos, elas também podem surgir no queixo, mas as covinhas faciais mais conhecidas são aquelas que aparecem lateralmente no rosto.
Na prática, elas acontecem porque existe uma interação particular entre:
A pele;
A gordura subcutânea;
O tecido conjuntivo;
A musculatura da face.
Quando a pessoa sorri, essa combinação faz com que uma pequena área da pele seja puxada para dentro, criando a aparência da covinha.
Por que algumas pessoas têm covinhas
A explicação mais aceita envolve uma variação no músculo zigomático maior, um dos músculos responsáveis pelo sorriso. Em algumas pessoas, esse músculo apresenta uma divisão ou uma inserção um pouco diferente do padrão mais comum. Isso faz com que, ao contrair, ele puxe a pele de um jeito específico, formando a covinha.
Ou seja, a covinha não é exatamente “um buraco” na bochecha. Ela é uma consequência do modo como o músculo e os tecidos da face se conectam.
De forma resumida, as covinhas costumam estar relacionadas a:
Variações anatômicas da musculatura facial;
Inserção diferente do músculo na pele;
Tração localizada durante o sorriso;
Características individuais herdadas da genética.
As covinhas são hereditárias?
Em muitos casos, sim, existe influência familiar. É comum observar pais com covinhas e filhos que também apresentam essa característica. Isso sugere participação genética importante.
No entanto, a herança das covinhas não é tão simples quanto dizer que elas são determinadas por um único gene dominante. Durante muito tempo, elas foram ensinadas como um exemplo clássico de traço dominante, mas hoje se entende que a genética humana costuma ser mais complexa do que esses modelos simplificados. Assim, a presença de covinhas provavelmente envolve mais de um fator genético e anatômico.
Isso explica por que:
Pais com covinhas podem ter filhos sem covinhas;
Pessoas sem histórico familiar evidente podem ter covinhas;
Irmãos podem ser diferentes entre si nesse aspecto.
Covinhas são uma malformação?
Do ponto de vista anatômico, as covinhas podem ser entendidas como uma variação estrutural da musculatura facial. Mas isso não significa doença nem problema de saúde. Na imensa maioria das vezes, trata-se apenas de uma característica benigna e natural.
Em linguagem mais simples, é como dizer que o rosto daquela pessoa foi formado com uma pequena diferença anatômica que, na prática, produz esse efeito visual ao sorrir. Não é algo perigoso, não exige tratamento e não interfere na função do rosto.
Por que algumas covinhas aparecem só quando a pessoa sorri?
Isso acontece porque a covinha depende do movimento muscular. Quando o rosto está em repouso, a tração da pele pode não ser suficiente para deixar a depressão evidente. Já durante o sorriso, a contração do músculo aumenta e a covinha aparece.
Em outras pessoas, a covinha pode ser visível mesmo sem grande expressão facial, especialmente quando ela é mais profunda ou quando a organização dos tecidos torna essa depressão permanente.
Por isso, as covinhas podem ser:
Dinâmicas, quando aparecem mais ao sorrir;
Mais discretas em repouso;
Mais marcadas em algumas expressões;
Variáveis de uma pessoa para outra.
Covinhas podem mudar com a idade?
Sim. Em algumas pessoas, as covinhas ficam mais discretas ao longo da vida. Em outras, permanecem praticamente iguais. Isso pode acontecer porque o rosto muda com o passar do tempo, tanto pela maturação quanto pelo envelhecimento.
Mudanças em fatores podem alterar a aparência das covinhas:
Volume de gordura facial;
Tonicidade da pele;
Elasticidade dos tecidos;
Estrutura do sorriso;
podem alterar a aparência das covinhas.
Em crianças, por exemplo, algumas covinhas parecem muito evidentes e depois ficam menos marcadas na adolescência ou na vida adulta. Em outros casos, o traço permanece de forma estável por décadas.
Pessoas com mais bochechas têm mais covinhas?
Não necessariamente. Embora o formato do rosto possa influenciar a aparência geral das covinhas, elas não dependem apenas da quantidade de gordura facial. O ponto principal continua sendo a forma como a musculatura e a pele se organizam.
Uma pessoa com rosto mais cheio pode ter covinhas muito marcadas, mas uma pessoa com rosto mais fino também pode apresentá-las. O volume do rosto pode modificar o quanto a covinha chama atenção, mas não é o fator que a cria sozinho.
Covinha no queixo é a mesma coisa?
Não exatamente. A chamada covinha no queixo ou “queixo fendido” tem outra explicação anatômica. Nesse caso, a característica costuma estar relacionada à forma como as estruturas do queixo se desenvolvem, especialmente os tecidos moles e, em alguns casos, o osso subjacente.
Portanto:
Covinhas nas bochechas costumam estar ligadas à musculatura facial;
Covinha no queixo está ligada a outra variação anatômica;
Ambas são traços benignos;
Mas não surgem pelo mesmo mecanismo.
É possível criar covinhas artificialmente?
Hoje existem procedimentos estéticos que tentam reproduzir esse efeito, como a chamada dimpleplastia. Neles, o objetivo é criar uma pequena aderência entre a pele e estruturas mais profundas para simular uma covinha.
Mas esse é um tema diferente da formação natural das covinhas. Quando elas surgem espontaneamente, fazem parte da anatomia individual da pessoa. Já nos procedimentos, há uma intervenção intencional para produzir esse resultado estético.
Ter covinhas significa ter algum problema muscular?
Não. As covinhas naturais, em geral, não indicam fraqueza muscular, alteração funcional ou doença. Elas apenas refletem uma pequena diferença anatômica na forma como o sorriso se expressa no rosto.
É importante diferenciar isso de depressões ou assimetrias faciais adquiridas, que surgem de forma nova ao longo da vida. Se uma alteração no rosto aparece subitamente, especialmente acompanhada de fraqueza ou assimetria ao sorrir, isso já merece avaliação médica. Mas as covinhas habituais, presentes desde sempre ou desde cedo, não costumam ter esse significado.
Por que as covinhas são vistas como atraentes?
Essa já é uma questão mais cultural do que médica. Em muitas sociedades, as covinhas são associadas a juventude, expressividade e simpatia. Como aparecem com destaque durante o sorriso, elas acabam reforçando uma expressão facial considerada agradável por muitas pessoas.
Mas isso não significa que exista qualquer valor biológico especial nelas. Do ponto de vista médico, as covinhas são apenas uma variação anatômica normal. O valor estético atribuído a elas depende muito da percepção cultural e individual.
Conclusão
Algumas pessoas têm covinhas porque apresentam uma variação anatômica natural na musculatura e nos tecidos da face, especialmente na região das bochechas. O mecanismo mais aceito envolve diferenças no músculo responsável pelo sorriso, que puxam a pele de forma localizada e criam a pequena depressão visível.
Embora muitas vezes sejam tratadas como um traço de beleza, as covinhas não passam de uma característica anatômica benigna. Elas podem ter influência genética, variar em intensidade ao longo da vida e aparecer apenas durante certas expressões, especialmente o sorriso.
Informação em saúde não substitui avaliação individual por um profissional.
Atualizado em 28/04/2026.













