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Ginecologia e Obstetrícia

Insuficiência renal durante a gestação

A gestação frequentemente não piora os distúrbios renais; parece só exacerbar distúrbios não infecciosos renais quando coexistir hipertensão

claurepires4 min de leitura
Insuficiência renal durante a gestação

Pontos-chave

A gestação frequentemente não piora os distúrbios renais; parece só exacerbar distúrbios não infecciosos renais quando coexistir hipertensão descontrolada. Entretanto, normalmente, em casos de insuficiência renal significativa [creatinina sérica > 3 mg/dL (> 270 micromol/L) ou nitrogênio da ureia sanguínea > 30 mg/dL (> 10,5 mmol de ureia/L)] antes da gestação impede as mulheres de manterem uma gestação até o termo.
A insuficiência renal materna pode causar

  • Restrição do crescimento fetal

  • Natimorto

Após o transplante de rim, uma gestação sem complicações muitas vezes é possível, se as mulheres tiverem as seguintes características:

  • Um rim transplantado em funcionamento > de 2 anos

  • Função renal normal

  • Nenhum episódio de rejeição

  • Pressão arterial normal

O tratamento da insuficiência renal durante a gestação requer consultas atentas com um nefrologista. A PA e o peso são mensurados a cada 2 semanas; ureia sanguínea e níveis de creatinina mais clearance de creatinina são mensurados com frequência, a intervalos ditados pela gravidade e progressão da doença. Furosemida só é administrada conforme necessário para controlar a PA ou um edema excessivo; algumas pacientes necessitam de outros fármacos para controlar a PA. As mulheres com grave insuficiência renal podem necessitar hospitalização após 28 semanas de gestação para repouso ao leito, controle de PA e monitoramento fetal rigoroso. Se os resultados de testes pré-natais permanecerem normais, a gestação pode continuar.

O parto costuma ser necessário antes do termo, pois pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal ou insuficiência uteroplacentária em geral são descobertas. Às vezes, a amniocentese para verificar a maturidade pulmonar fetal pode ajudar a determinar quando o parto deve ser realizado; uma relação de lecitina/esfingomielina > 2:1 ou a presença de fosfatidilglicerol indicam maturidade. A cesariana é muito comum, embora o parto vaginal seja possível se a colo do útero estiver madura e nenhum impedimento para o parto vaginal for evidente.

Doença renal em estágio terminal

Avanços no tratamento com diálise aumentaram a expectativa de vida para pacientes com doença renal em estágio final, melhoraram os resultados da gestação e aumentaram as taxas de fertilidade. A taxa de sobrevivência para fetos de gestantes que recebem hemodiálise melhorou de 23% (por volta de 1980) para quase 90% atualmente.

A razão é provavelmente o aumento substancial na dose de hemodiálise utilizada durante a gestação; agora, hemodiálise de alto fluxo e alta eficiência é tipicamente realizada 6 vezes por semana. A diálise pode ser ajustada com base em achados laboratoriais, ultrassonográficos e clínicos (p. ex., hipertensão grave, náuseas ou vômitos, edema, ganho de peso excessivo, polidrâmnio persistente).

Embora os resultados da gestação tenham melhorado, as taxas de complicações para pacientes com doença renal em fase terminal permanecem altas.

Pontos-chave

  • Mulheres com insuficiência renal significativa antes da gestação geralmente não conseguem manter a gestação a termo.

  • Em gestantes com insuficiência renal, medir a PA e o peso a cada 2 semanas e medir com frequência os níveis de ureia sanguínea e creatinina mais clearance de creatinina, como indicado pela gravidade e progressão da doença.

  • Consulta atenta com um nefrologista ao tratar insuficiência renal em uma gestante; geralmente o parto é necessário antes do termo.

  • Avanços no tratamento com diálise aumentaram a expectativa de vida para pacientes com doença renal em estágio final, melhoraram os resultados da gestação e aumentaram as taxas de fertilidade, mas as taxas de complicações para essas pacientes continuam altas.

Por
Lara A. Friel , MD, PhD, University of Texas Health Medical School at Houston, McGovern Medical School
Avaliado clinicamente out 2021 | modificado set 2022

Manual MSD

Referências e fontes

Informação em saúde não substitui avaliação individual por um profissional.

Atualizado em 29/05/2023.

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