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Dermatologia

Leishmaniose Tegumentar Americana

Leishmaniose Tegumentar Americana

claurepires3 min de leitura
Leishmaniose Tegumentar Americana

1. Em relação à leishmaniose, assinale as afirmativas a seguir com V (para verdadeiro) ou F (para falso). Corrija as alternativas erradas.

( ) É considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a segunda infecção parasitária mais comum do mundo.

( ) É transmitida por mosquitos flebotomíneos, também conhecidos como mosquito-palha e birigui

( ) No Brasil, são encontradas 11 espécies do protozoário Leishmania.

( ) A infecção por L. amazonenses cursa somente com lesões localizadas

Respostas: V; V; F (no Brasil, encontram-se sete espécies da Leishmania); F (a infecção por L. amazonenses pode cursar com lesões localizadas ou lesões difusas).

2. Quais as três principais espécies de Leishmania?

Leishmania (V.) brazilensis, Leishmania (V.) guyanensis e Leishmania (L.) amazonensis.

3. Cite e explique as particularidades e as formas da Leishmania em seu desenvolvimento.

• Forma amastigota: estruturas arredondadas e com flagelo restrito à bolsa flagelar, encontradas parasitando em células fagocitárias do homem e de animais.

• Forma promastigota: encontrada em vetores e culturas; possui flagelo livre; desenvolve-se no tubo digestivo de insetos; corresponde à forma infectante.

4. Quais os três perfis epidemiológicos da Leishmania?

Silvestre, ocupacional e rural/periurbana.

5. Descreva a lesão inicial da leishmaniose.

Pequena pápula eritematosa, que pode ser única ou múltipla (depende do número de picadas). Normalmente ocorre em região descoberta e com posterior linfadenopatia regional.

6. Cite cinco formas de Leishmania.

• Forma cutânea localizada: única e múltipla; forma cutânea disseminada; forma recidiva cútis; forma mucosa tardia e forma mucosa sem lesão cutânea prévia.

• Outras respostas: forma cutânea difusa; forma mucosa concomitante; forma mucosa contígua e forma mucosa primária.

7. Qual o nome dado ao aspecto final da lesão causada pela Leishmania?

Úlcera leishmaniótica.

8. Descreva a úlcera leishmaniótica.

Lesão com contornos circulares, bordas altas e infiltradas em moldura; fundo com granulações grandes de cor vermelho vivo recobertas por exsudato seroso ou seropurulento.

9. Qual fator predisponente para a leishmaniose disseminada?

O fator predisponente é o sistema imunológico do paciente; imunossuprimidos tendem a ter a forma disseminada.

10. O que é a intradermoreação de Montenegro?

Faz-se uma aplicação intradérmica de um antígeno na face anterior do antebraço; em seguida, realiza-se a leitura.

11. O que caracteriza uma reação de Montenegro positiva?

Área eritemopapulosa maior que 0,5 cm.

12. Qual o quadro histopatológico típico da leishmaniose tegumentar?

Dermatite granulomatosa difusa ulcerada; granulomas tuberculoides com infiltrado inflamatório linfoplasmocitário associado e, ocasionalmente, necrose. Granulomas malformados, constituídos de agregados mal delimitados de macrófagos ativados, são chamados de “clareiras de Montenegro” e considerados característicos.

13. Qual a medicação mais utilizada para o tratamento da Leishmaniose?

A droga mais utilizada é o antimoniato de meglumina (Glucantime®).

14. Qual conduta deve ser tomada em caso de falha do tratamento com glucantime na primeira tentativa?

Em caso de falha na primeira tentativa, repete-se o esquema terapêutico com glucantime e observa-se a lesão por três meses; se o tratamento falhar novamente, drogas alternativas devem ser usadas.

15. Qual a principal droga alternativa usada no tratamento da leishmaniose?

Anfotericina B forma lipossomal ou desoxicolato.

Referências e fontes

Informação em saúde não substitui avaliação individual por um profissional.

Atualizado em 08/12/2022.

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