Seu portal de conteúdo médico
Hematologia

Anemias Hipoproliferativas

Anemias Hipoproliferativas

Caroline Pessamiglio13 min de leitura
Anemias Hipoproliferativas

1 – Qual a definição de Anemia?

Anemia é definida como o estado em que a concentração de hemoglobina encontra-se abaixo da média considerada normal para a raça, o sexo, a idade e a altitude em que o individuo se encontra. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os limites mínimos ao nível do mar são 12g/dL para mulheres e 13g/dL para homens (Tabela 1).

A dosagem de hemoglobina possui maior acurácia quando comparada ao hematócrito e à contagem de hemácias, deve, portanto, ser a medida de escolha utilizada para o diagnóstico de anemia.

2 – O que é Hematopoiese?

Hematopoiese (ou hematopoese) é o processo de formação das células sanguíneas. A medula óssea é o órgão produtor das células sanguíneas. Até os cinco anos de idade, a medula de todos os ossos participa deste processo. Com o passar dos anos ocorre uma substituição gordurosa na medula dos ossos longos e, na idade adulta, somente os ossos da pelve, o esterno, os ossos do crânio, os arcos costais, vertebras e as epífises femorais e umerais são capazes de produzir células sanguíneas. Medula óssea vermelha é a medula com atividade hematopoiética. A medula óssea ou amarela, preenchida por tecido adiposo, encontra-se presente nos ossos e não possui atividade hematopoiética.

3 – O que são Reticulócitos?

Os reticulócitos são as células precursoras da hemácia representando 0,5 a 2% do total de células circulantes (ou nº absoluto entre 40.000 e 100.000/mm³). O valor de reticulócitos pode ser expresso em número absoluto ou relativo (porcentagem).

A contagem de reticulócitos é muito útil para diferenciar anemia hipoproliferativas (carenciais, distúrbios medulares) de anemias hiperproliferativas (hemolítica ou sangramento agudo).

Atenção: Devemos corrigir rotineiramente o percentual reticulocitário pelo grau de anemia, isto porque, em valor percentual o nº de reticulócitos pode ser superestimado em um paciente anêmico:

Primeira correção: Índice de Reticulócitos Corrigido (IRC)

IRC = Htc/40 x % reticulócitos ou

Hb/15 x % de reticulócitos

Outra fórmula que pode ser utilizada é o cálculo do número de reticulócitos absoluto:

RETICULÓCIO ABSOLUTO = % DE RETICULÓCITOS X CONTAGEM DE HEMÁCIAS/ 100

  • Quando o reticulócitos é expresso em número absoluto não é necessário este cálculo.

Segunda correção: em caso de hematócrito<30%: Índice de Produção Reticulocitária (IPR) – Basta dividir o IRC por 2.

4 – Qual a importância da Eritropoetina?

A eritropoetina é um hormônio produzido pelo parênquima renal (células tubulares proximais), em resposta à hipóxia tecidual, que estimula a diferenciação dos precursores eritroides em eritroblastos. O eritroblasto, aos poucos, vai sofrendo a expulsão do núcleo para formar a hemácia normal. Neste processo teremos um estágio que antecede imediatamente o eritroide e que ainda conserva ribossomas no citoplasma, ricos em RNA, sendo esta célula chamada de reticulócito. O reticulócito dura um dia na circulação e, então, perde o material basofílico citoplasmático e se transforma na hemácia. A hemácia circula por 100 a 120 dias, quando é retirada da circulação por macrófagos do tecido reticuloendotelial do baço.

5 – Como o organismo responde fisiologicamente à Anemia?

A capacidade de adaptação depende da velocidade de instalação da anemia, de sua intensidade, da idade do paciente e de suas condições clínicas, sobretudo em relação ao aparelho cardiovascular. Muitos dos sinais e sintomas da anemia decorrem desses mecanismos.

Quando a anemia se desenvolve lentamente ocorre:

  • Aumento do volume plasmático;

  • Aumento da 2,3-DPG que favorece a liberação do oxigênio nos tecidos;

  • Vasodilatação periférica, com redução da resistência vascular periférica e queda da pressão arterial, sobretudo a diastólica;

  • Aumento do débito cardíaco (em anemia intensa);

  • Aumento da frequência cardíaca.

Nos quadros agudos não há tempo para compensações. A redução do intravascular leva a hipotensão postural, queda do débito cardíaco, desvio do sangue da pele para outros órgãos, dispneia e choque.

6 – Quais são os sintomas das Anemias?

As manifestações clínicas (Tabela 2) da síndrome anêmica podem estar relacionadas a 5 fatores principais

  1. Hipóxia tecidual.

  2. Mecanismos fisiológicos compensatórios.

  3. Hipotensão secundária a sangramentos agudos.

  4. Achados secundários à lise de eritrócitos, nas anemias hemolíticas.

  5. Outros achados relacionados à doença de base causadora da anemia.

7 – Como iniciar a investigação das Anemias?

A história clínica é a base da investigação das anemias. O início da anemia, a duração dos sintomas, hábitos alimentares, alteração de hábitos intestinais, história familiar, social, medicamentosa e ocupacional, podem trazer dados que levarão ao diagnóstico da anemia. No sexo feminino a história ginecológica é muito importante, sendo relevantes dados como laqueadura tubária, fluxo menstrual aumentado, presença de coágulos, abortos ou gestações com curto intervalo de tempo.

8 – Alguns dados do exame físico podem sugerir Anemia?

Sim, os principais são:

  • Presença de icterícia – anemia hemolítica, doença hepática.

  • Esolenomegalia – anemia hemolítica, doença linfoproliferativa, mielofibrose, hiperesplenismo.

  • Púrpura, petéquias, equimoses – sangramento, doenças linfoproliferativas.

  • Queilite angular, glossite atrófica, coiloniquia, esclera azulada, membrana esofagiana com disfagia (síndrome de Plummer-Vinson ou Paterson-Kelly) – sinais de anemia ferropriva

  • Perda de sensibilidade vibratória e posição segmentar – deficiências de vitamina B12

9 – Qual deve ser a avaliação laboratorial inicial?

A avaliação laboratorial inicial deve incluir hemograma, contagem de reticulócitos e análise do sangue periférico (hematoscopia).

- HEMOGRAMA COMPLETO (alguns autores utilizam o termo “completo” para designar o hemograma que vem acompanhado da contagem de plaquetas):

  • Hemoglobina – mede a concentração do maior pigmento carreador de oxigênio do sangue total.

  • Hematócrito – porcentagem do sangue total ocupado pelas células vermelhas.

  • Contagem de hemácias – número de células vermelhas expresso em milhões por microlitro de sangue total.

  • Índices hematimétricos (quadro 1) – dão informações úteis a respeito do tamanho, forma e conteúdo das hemácias.

  • Contagem de leucócitos – Informações a respeito do número, aspecto morfológico e contagem diferencial dos glóbulos brancos.

  • Plaquetas – Podemos observar aumento ou redução das plaquetas:

-Trombocitopenia (plaquetas<150.000/mm³): hiperesplenismo, destruição autoimune, sepse, anemia aplásica, deficiência de cobalamina e ácido fólico.

- Trombocitose (plaquetas >400.000/mm³): comum na anemia ferropriva e em doenças mieloproliferativas.

10- Quais as alterações mais frequentemente encontradas na Hematoscopia?

A análise do sangue periférico é parte essencial da avaliação das anemias, podendo confirmar ou esclarecer os achados do hemograma. Podemos destacar a presença de hemácias de morfologia alterada (poiquilócitos) e algumas inclusões citoplasmáticas:

Poiquilócitos:

  • Macrovalócitos; encontrados na anemia megaloblástica

  • Drepanócitos (hemácias afoiçadas): típicas da anemia falciforme

  • Microesferócitos: encontrados na esferocitose hereditária e em algumas anemias hemolíticas autoimunes.

  • Esquizócitos (hemácias fragmentadas): as mais clássicas são os ceratócitos ou quertócitos (em formato de capacete), típicas das anemias hemolíticas microangiopáticas (CIVD< PTT< SHU< etc).

  • Equinócitos (hemácias crenadas): típicas da uremia.

  • Dacriócitos (hemácias em lágrima): característica de hematopoese extramedular, ocorre na mielofibrose, metaplasia mieloide agnogênica

  • Codócitos (hemácias em alvo): encontrada nas talassemias, outras hemoglobinopatias e hepatopatia.

  • Eliptócitos (hemácias de forma oval): são células típicas de eliptocitose hereditária, mas podem também ser encontradas, em menor número, nas anemias carenciais, nas talassemias e na mielofibrose

  • Estomatócitos (eritrócitos com o halo central semelhante a uma boca de peixe): são típicos da estomatocitose hereditária, porém também podem ser artefatuais ou encontrados nas hepatopatias.

  • Hemácias mordidas: características da deficiência de G6PD.

Inclusões citoplasmáticas:

  • Corpúsculo de Howell-Jolly (fragmentos nucleares não removidos pelo baço): hipoesplenismo

  • Corpúsculo de Heinz (hemoglobina precipitada): hemoglobinopatias, deficiência G6PD.

  • Corpúsculo de Pappenheimer (depósitos de ferro): anemia sideroblástica, hemoglobinopatia.

Achados diversos:

  • Neutrófilos hipersegmentados: encontrados nas anemias megaloblásticas.

  • Policromatofilia: caracteriza-se pelo número aumentado de eritrócitos recém-saídos da medula óssea, que se coram num tom azulado, refletindo a presença de reticulocitose, característica da hemólise e perda sanguínea aguda.

  • Leucoeritroblastose (eritroblastos e formas imaturas de leucócitos: invasão medular, fibrose.

11 – Como devem ser classificadas as Anemias?

A partir dos dados morfológicos (índices hematimétricos) e funcionais (contagem de reticulócitos).

12- Qual a classificação morfológica das Anemias?

13 – Qual a classificação funcional das Anemias?

14 – Como investigar as anemias normocíticas hipoproliferativas?

Na presença de contagem de reticulócitos normais ou diminuídos estamos frente a uma situação de hipoproliferação, e a pesquisa etiológica deve ser baseada nos achados clínicos do paciente. Segue abaixo um fluxograma com orientação dos passos a serem seguidos:

15 – Como proceder à investigação das Anemias Microcíticas?

A maioria das anemias microcíticas (VCM<80fl) é devido à deficiência de ferro ou distúrbios de sua utilização. Elas podem cursar com reticulócitos elevados, diminuídos ou normais.

16 – O que fazer após a classificação funcional das Anemias Microcíticas?

Realizar o estudo da cinética do ferro para avaliar a sua disponibilidade para a síntese da hemoglobina. Este estudo inclui:

  • Ferro sérico.

  • Transferrina sérica.

  • Capacidade de Ligação da Transferrina ao ferro (TBIC)

  • Índice de Saturação da Transferrina (IST)

  • Ferritina sérica

17 – Quais os valores de referência para os componentes da cinética do ferro e em quais situações clínicas podem estar alterados?

Os valores de referência e as situações clínicas em que se encontram alterados seguem abaixo:

18 – Como investigar as Anemias Macrocíticas?

A pesquisa deve ser dirigida principalmente para as deficiências de folato e vitamina B12. Abaixo um fluxograma considerando VCM>100 fl e contagem de reticulócitos:

19 – Qual a definição para Anemia Ferropriva?

Anemia secundária à depleção dos estoques de ferro do organismo. É a causa mais comum de anemia.

20 – Quais as principais causas de deficiência de ferro?

21 - Quais são as manifestações clínicas da Anemia Ferropriva?

Os sinais e sintomas do estado ferropênico podem ser divididos em: Relacionados à anemia e relacionados à ferropenia em si.

  • Sinais e sintomas da anemia: A anemia ferropriva é de instalação insidiosa, os sintomas demoram a se tornar pronunciados. São eles:

Astenia, insônia, palpitações, cefaleia, palidez cutâneo mucosa, sopro sistólico, insuficiência cardíaca.

  • Sinais e sintomas de ferropenia (independentes de anemia): Glossite, queilite angular, unhas quebradiças, coiloniquia, escleras azuladas, esplenomegalia (15%), síndrome das pernas inquietas, perversão do apetite (pica) - desejo de comer alimentos de baixo valor nutricional, síndrome de Plummer-Vinson ou paterson-Kelly - gera disfagia pela formação de uma membrana fibrosa na junção entre a hipofaringe e o esôfago. Irritabilidade e anorexia são mais comuns nas crianças.

22 - Quais são os estágios de deficiência de ferro?

  • Depleção dos estoques de ferro: FERRITINA BAIXA, sem anemia.

  • Eritropoiese deficiente em ferro: Ferritina sérica baixa; Ferro sérico baixo; IST baixo; aumento TIBC, sem anemia

  • ANEMIA FERROPRIVA: Ferritina sérica baixa; Ferro sérico baixo; IST baixo; aumento TIBC; Hb baixa. Microcitose e hipocromia + anemia

23 - Como distinguir Anemia Ferropriva das Talassemias?

Alguns exames laboratoriais podem auxiliar na distinção entre anemia ferropriva e talassemias (tabela 4):

24 – Como se trata a Anemia Ferropriva?

Com a reposição de sulfato ferroso oral, antes das refeições (300 mg três vezes ao dia). Deve ser mantido seis meses depois da normalização do hemograma ou ferritina >50 ng/dL, para restaurar os estoques. A reposição parenteral pode ser a opção em pacientes que não toleram a reposição oral, não aderem a ela ou tenham doença gastrintestinal que impeça a absorção.

25 – Como avaliar a resposta ao tratamento da Anemia Ferropriva?

  1. Melhora dos sintomas de fadiga na primeira semana.

  2. Reticulocitose – aumenta com 4-5 dias e faz pico reticulocitário por volta de 7-10 dias.

  3. Hemoglobina – aumenta em uma semana e normaliza em 4 a 6 semanas.

26 – Que são anemias Megaloblásticas?

Anemia causada por defeitos na síntese de DNA, lentificando a divisão celular com desenvolvimento citoplasmático normal – resulta em células grandes, com dissociação núcleo-citoplasma (MEGALOBLASTOSE).

27 – Quais são as principais causas de deficiência de vitamina B12?

  • Dietética: rara, exceto em vegetarianos estritos (não comem inclusive peixe).

  • Prejuízo à liberação da vitamina do alimento: Acloridria (inibidor de bomba de prótons) e gastrectomia parcial.

  • Redução da produção do fator intrínseco:

  • Anemia perniciosa: doença autoimune com produção de anticorpos anti-fator intrínseco e anti-células parietais gástricas. Ocorre gastrite atrófica e não há produção do fator intrínseco pelas células parietais gástricas, indispensável pela absorção da vitamina B12.

  • Gastrectomia total.

  • Ausência congênita do fator intrínseco

    • Consumo de vitamina B12 na luz intestinal: gastrectomia e infestação por Diphyllobothrium latum.

  • Desordens do íleo terminal/pâncreas: Ressecção ileal, doença de Crohn, outras ileopatias (actínica, celíaca), insuficiência pancreática.

  • Drogas: Colchicina, neomicina, metformina.

28- Quais são as principais causas de deficiência de folato?

  • Deficiência de ingestão: Alcóolatras, adolescentes, anoréticos, não ingerem frutas ou vegetais frescos.

  • Defeitos de absorção: fenitoína, barbituratos, Espru Tropical, doença celíaca.

  • Aumento das necessidades: gravidez, anemias hemolíticas, doenças cutâneas esfoliativas.

  • Diálise: elimina folato.

  • Prejuízo no metabolismo:

  • Inibidores da Dihidrofolato redutase: metotrexato, pirimetamina, pentamidina e trimetropim.

  • Álcool.

  • Deficiências enzimáticas.

29 - Quais os sintomas das Anemias Megaloblásticas?

As anemias megaloblásticas cursam, além dos sintomas habituais de anemia, com alterações na língua (glossite atrófi ca). Pode haver anorexia, perda de peso e febre. Na defi ciência de vitamina B12 é comum o surgimento de sintomas neurológicos (neuropatia, com parestesias em mãos e pés; alterações do eq

30. Quais os achados laboratoriais das Anemias Megaloblásticas?

A anemia megaloblástica pode ser de intensidade variável, mas sempre com VCM elevado, entre 100-140 fl . O esfregaço com macro-ovalócitos e neutrófi los hipersegmentados é importante para o diagnóstico. O VCM eleva-se precocemente, às vezes antes da queda do hematócrito. A eritropoese inefi caz, com destruição de precursores de eritrócitos pode levar a falsa anemia hemolítica, com elevação de bilirrubinas indireta e LDH, mas os reticulócitos não se elevam. Quando a medula óssea é avaliada ela se mostra com hiperplasia eritroide e alterações megaloblástica nas três séries mieloides.

31- Qual o tratamento das Anemias Megaloblásticas?

• Defi ciência de B12
Vitamina B12 1000 mcg intramuscular: diariamente, por duas semanas, depois semanal até normalização do hematócrito e depois mensalmente, pelo resto da vida na anemia perniciosa ou enquanto persistir a causa nas outras etiologias.
• Defi ciência de folato
Ácido fólico 1 mg/dia por via oral por quatro a oito semanas ou enquanto persistir a causa.
• Resposta ao tratamento:
- Pico reticulocitário em 7 a 10 dias.
- Melhora da anemia com 2 meses.

Referências e fontes

Informação em saúde não substitui avaliação individual por um profissional.

Atualizado em 15/01/2025.

Você também pode gostar

Hematologia

Besremi (ropeginterferon alfa-2b): FDA aprova novo tratamento para trombocitemia essencial após quase 30 anos

Em 31 de agosto de 2026, a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou ropeginterferon alfa-2b-njft (Besremi) para o tratamento de adultos com trombocitemia essencial (TE). A aprovação é notável por dois motivos: representa o primeiro tratamento aprovado especificamente para essa neoplasia mieloproliferativa em quase três décadas, e amplia o uso de um medicamento que já havia recebido aprovação do FDA para policitemia vera em 2021. A trombocitemia essencial é uma neoplasia...

4 min de leitura
Ler conteúdo
Infectologia

Dengue no Brasil em 2026: emergência epidemiológica, vacinação com Qdenga e o que os profissionais de saúde precisam saber

O Brasil declarou emergência em saúde pública de importância nacional por dengue em janeiro de 2026, após uma explosão de casos sem precedentes que já acumulava mais de 3,1 milhões de casos confirmados e prováveis nas primeiras 25 semanas epidemiológicas. A crise reflete a combinação de fatores históricos — alta infestação por Aedes aegypti, circulação simultânea de múltiplos sorotipos e baixa imunidade de rebanho — com condições climáticas favoráveis. Para os profissionais de saúde,...

5 min de leitura
Ler conteúdo

Instituições Parceiras Atendidas

Seja um parceiro
Suprema Juiz de ForaSuprema Três RiosHumanitasFADIP — Faculdade DinâmicaFaculdade de Gestão da Saúde

Desenvolvido por

Revisamed InteligenteMedProvasMedflixMedicinAtualPneumoAtual
Fale conosco

O que você quer encontrar?

Digite para ver os conteúdos encontrados. Use as setas do teclado para navegar.